terça-feira, 5 de julho de 2011

"Os emergentes dos emergentes", elaborada pela FGV.


NOTÍCIAS.
Mercado.
04.07.2011 | 11:18 hs.
Brasil cresce reduzindo desigualdades.
Constatação está na pesquisa “Os emergentes dos emergentes”, elaborada pela FGV.
Entre os países que integram o chamado Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil é o único que apresenta crescimento com diminuição das desigualdades sociais. A conclusão é da pesquisa “Os emergentes dos emergentes”, elaborada pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e divulgada no 1º Fórum BID para o Desenvolvimento da Base da Pirâmide na América Latina e Caribe, em São Paulo.

De acordo com o Marcelo Neri, economista e coordenador da pesquisa, a diferença de ritmo entre os segmentos da sociedade brasileira é bem expressiva. “Em uma década, a renda real per capita dos mais ricos no Brasil cresceu 10%, enquanto a dos mais pobres aumentou 68%”. A desigualdade cai ha 10 anos consecutivos, prometendo chegar ao 11º neste ano.

Na comparação com os Brics, segundo a pesquisa, a expansão dos 20% mais ricos do Brasil é inferior ao crescimento dos seus pares. Quando a análise é sobre 20% dos pobres do País, o cenário é o oposto. O Brasil também lidera, no período de 2003 a 2009, a elevação de renda, 11,3%, em pesquisas domiciliares – forma de medir o impacto dos resultados macroeconômicos para os cidadãos. Os dados refletem, para o economista, também o avanço econômico da América Latina. “A renda cai na América Latina, mas avança no resto do mundo”. A afirmação corrobora a projeção do presidente do BID, Luis Moreno, de que esta é “a década da América Latina”.

Desde 2003, mais de 50 milhões de pessoas, número superior ao da população da Espanha, chegaram ao mercado consumidor nacional. E, só no intervalo de 21 meses, fechado em maio, as classes AB e C expandiram 12,8% e 11,1%, respectivamente. Para Neri, depois de “dar os pobres ao mercado” é hora de “dar mercado aos pobres”, o que se traduz em prover acessibilidade ao mercado de trabalho e à educação de qualidade.

“A nova classe C não é filha de ninguém. Ela é filha dela mesma”, defendeu o economista. Para ele, o crescimento econômico e a redução das desigualdades, puxados pela melhora da educação, criação de novos postos de trabalho, queda da natalidade e a dinâmica político-eleitoral, são os responsáveis pelo quadro atual. “Todo ano eleitoral a renda média do brasileiro sobe muito. Podem ver”, pontuou. Nos casos dos mais pobres, o bolsa-família, os reajustes da aposentadoria e do salário mínimo, além da política de controle da inflação são os elementos preponderantes.

Nação felicidade

A pesquisa revelou ainda que o Brasil é o líder em felicidade futura, expectativa de satisfação com a vida, segundo dados da Gallup World Poll. Para 2014, o índice nacional, em uma escala de 0 a 10, chegou a 8,7, acima de todos os outros 146 países analisados. A mediana do levantamento ficou em 5,6. Sobre a felicidade presente, o Brasil saiu da 22ª posição, em 2006, para 17ª, entre 144 países, sendo o único integrante do Brics a registrar melhora. A Dinamarca ocupa a primeira posição no ranking.

Por Marcos Bonfim
* FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Produção de Conteúdo Gera US$ 448 Bi.

* FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Edição Impressa.
21.03.2011 16:40 hs
Produção de conteúdo gera US$ 448 bi.
A produção de conteúdo multiplataforma foi tema do Rio Content Market (RCM), que aconteceu no Rio de Janeiro na semana passada. Com uma série de painéis, keynotes, encontros com representantes do mercado e áreas para relacionamento, o evento recebeu nomes de peso do cenário nacional e internacional. A organização do Rio Content Market foi da ABPI-TV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão) e o foco dos debates foi uma indústria que movimenta US$ 448 bilhões em todo o mundo, com projeção de, até 2013, atingir US$ 550 bilhões, de acordo com dados do StrategicAnalytics de 2010.
A necessidade de o conteúdo poder ser explorado nos mais diversos canais de mídia, a presença cada vez maior da interatividade e o poder de decisão nas mãos da audiência foram discutidos em diversos painéis e debates. “Temos que abordar o consumidor em todas as frentes”, alertou Adriana Alcantara, da Oi TV, em um dos painéis. Para ela, o conteúdo segue essa tendência, disse, citando o exemplo de “Batman”, que foi explorado como longa-metragem, mas tem série na TV, é tema de jogos eletrônicos e começou como um gibi. “Ele permeia os hábitos em todas as frentes. O produto não deve mais ser desenvolvido como mídia isolada, mas para estar em todas as frentes”, apontou.
Ela alertou para a mudança de cenário também para os anunciantes. “Antes a marca sabia que tinha que estar no intervalo comercial da TV para vender. Hoje não é mais exatamente assim. Por isso, o produtor de conteúdo tem que olhar a ideia criativa com um viés de negócio, para ver as possibilidades que ele poderá oferecer aos anunciantes”, disse. Ela acredita que o branded content é uma tendência do mercado que deve ser seguida. Apesar de o foco das produções ter de ser multiplataforma, ela reforçou a importância da TV. “A Oi acredita nas mídias tradicionais como a TV, mas temos que investir em outras plataformas. E as marcas têm que pensar em como estar presentes nesse universo no qual o consumidor é disperso”, ressaltou.
Júlio Darim, diretor de conteúdo e interfaces do UOL, relembrou o Napster para mostrar como o consumidor está no comando. “Foi a primeira grande guerra jurídica na Internet.
Quando o Napster foi lançado, possibilitando que as pessoas baixassem músicas na rede, a indústria fonográfica se preocupou em proibir, processar. Enquanto isso, vem a Apple e faz a festa com o iPod e o iTunes. Eles entenderam o que o público queria: comprar uma música e não todas em um CD”, relembrou. Ele alertou que, se os players do mercado não entenderem o que o público quer e se anteciparem, alguém o fará. “Temos que adequar o nosso modelo de negócio ao que o público quer”.
Darim também destacou a relevância do micropagamento. “Qual o grande fenômeno público e de dinheiro em 2010 na Internet? FarmVille e Colheita Feliz, que mostraram que as pessoas estão dispostas a pagar serviços com micropagamento. E por que não usarmos isso para conteúdo?”, questionou, acrescentando que a Warner fez um acordo com o Facebook para comercializar seus filmes a preços baixos. “As pessoas aceitam pagar para terem experiência de entretenimento”, enfatizou.
Poder
Marcelo Mattar, do Terra, apontou o papel de protagonista do consumidor e a importância do pensamento multiplataforma. “Temos múltiplos pontos de contato com os clientes e temos que levar ao usuário o que ele quer assistir, na hora que ele quer e onde ele quiser”, disse. Para o executivo, conforme a tecnologia avança, é fundamental acompanhá-la explorando todos os devices possíveis. “Hoje a tecnologia não é mais uma barreira. O conteúdo sob demanda é um caminho sem volta”, alertou.
O papel desse novo público, com poder de decisão, foi comentado por Diego Barredo, da Eyeworks Cuatro Cabezas Brazil, produtora do “CQC”. “O telespectador está mudando e cada vez é mais difícil a relação one way que a TV oferece. Ele quer interagir. Como lidar com esse novo público? Não temos mais o monopólio de dizer o que vai acontecer. Temos que ficar espertos porque tudo pode mudar mais rápido do que pensamos”, alertou. João Daniel Tikhomiroff, da Mixer, lembrou uma frase de Henry James. “É o fim da cultura do espectador para a cultura do participador”, citou.
Daniela Busoli, da Endemol Brasil, disse que as empresas focadas em conteúdo já olham as multiplataformas com outros olhos, informando que a Endemol tem uma área criada só para pensar os diversos pontos de contato com o consumidor. Como produto já desenvolvido com o olhar multiplataforma, ela citou o “The Money Drop”, uma espécie de game televisivo criado no começo de 2010, que já está em 15 países do mundo e vai chegar ao Brasil em abril como “Um milhão na mesa”, com veiculação no SBT. Uma das suas características mais interessantes é que ele tem uma versão “play along”, que permite que os telespectadores joguem o game em casa ao mesmo tempo em que ele é veiculado na TV.
Para garantir a interatividade, o apresentador da atração televisiva convida a audiência em casa para jogar e informações dos jogadores vão aparecendo na tela da TV. A Globo também investe no conceito multiplataforma. “Encorajamos nossos diretores para que desenvolvam produtos com conteúdo atraente para ser usado em cada uma das mídias que temos, um exemplo é o ‘Big Brother’”, afirmou Paulo Mendes, da TV Globo.
O antropólogo especializado em cultura contemporânea Grant McCracken acredita que a cultura está se tornando cada vez mais veloz. “Ela está se fragmentando e o gosto dos consumidores muda quase que em tempo real, ao mesmo tempo em que culturas muito tradicionais dizem não para as novidades. Temos que pensar um processo de formação que absorva as novidades que surgem, sem abandonar o que as pessoas estão acostumadas a ver e entender”, finalizou.
Por Teresa Levin

terça-feira, 24 de maio de 2011

NEGÓCIOS MOVIDOS A INOVAÇÃO.

Fonte de Informações.: Revista Época Negócios.
Edição de Março 2011.
Texto Adaptado – Por Alexandre Luciano Janicas.
NEGÓCIOS MOVIDOS A INOVAÇÃO.
A Inovação depende essencialmente das Empresas e de suas capacidades – empreendedora, financeira e intelectual – de criar novas soluções para produtos, serviços ou processos (E-P-S). Mas o Governo também tem um papel crucial nessa área. “Em última instância, depende do poder público fornecer condições para que os negócios possam inovar”, chega a afirmar Glauco Arbix, sociólogo recém-empossado Presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), entidade oficial responsável por promover a inovação. Além de elevar o investimento em inovação – atualmente, 0,65% do PIB, percentual considerado baixo mesmo em relação a outros emergentes -, cabe ao Estado dinamizar estruturas fundamentais no processo de inovação e Administração. Entre os tópicos mais recorrentes nesta discussão estão a necessidade de azeitar a relação entre Universidades e Empresas e a redução da burocracia para o registro de Marcas e Patentes.
Segundo Arbix, o aquecimento dos mercados de petróleo e etanol tem fornecido uma experiência emblemática – e positiva – nesse sentido. “O pré-sal pode ser encarado como passaporte para o domínio de conhecimento novo, capaz de empurrar as Empresas Brasileiras para a engenharia de projetos e logística e para a fabricação de equipamentos e componentes complexos”, diz. O desafio é aprofundar os avanços que já têm ocorrido nessas áreas e alcançar a indústria, onde ainda há uma carência muito grande de inovação. No que diz respeito aos investimentos públicos e privados, Arbix diz que a meta do Brasil é chegar a pelo menos 1% do PIB. O que é muito pouco. E Dupont.

PROFISSÕES.

AS NOVAS (E INUSITADAS) CARREIRAS.
Inovação, sustentabilidade e qualidade de vida darão as bases para as profissões da próxima década no Brasil.
Afinal, em que os seus filhos ou netos (ou você) estarão trabalhando em 2030? A inglória tarefa de prever o futuro costuma pregar peças em mentes poderosas. Mas, como o exercício de futurologia parece ser uma sina da humanidade, aqui vamos nós. Estudos feitos no Brasil e no exterior sobre as profissões do futuro apontam alguns sinais que, se analisados de perto, podem fazer com que essas previsões tornem-se um pouco mais assertivas. Essas pistas sugerem que a expansão do emprego depende de três elementos inter-relacionados: características demográficas, perfil da força de trabalho e demanda por bens de serviços.
Inter-relacionados porque, em primeiro lugar, o tamanho da população é o principal balizador da força de trabalho (ou seja, antes da qualidade dos profissionais, o que conta é a quantidade de pessoas disponíveis no mercado de trabalho). Logo depois, seguindo essa mesma lógica, o volume e a produtividade da força de trabalho limitam a quantidade de bens e serviços que podem ser fabricados. Por sua vez, a procura por certos bens e serviços influencia quais setores podem ser criados, ampliados ou achatados.
As projeções para a primeira metade deste século indicam um significativo crescimento e envelhecimento da população mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas, haverá mais de 9 bilhões de pessoas no mundo em 2050. Quase 2 Bilhões (cerca de 22% da população) terão mais de 60 anos (grupo que hoje representa 10% da população). De acordo com o IBGE, daqui a 39 anos o Brasil deverá ter uma população de 238 milhões de habitantes com um perfil igualmente mais maduro que o registrado atualmente: 50% dos brasileiros terá aproximadamente 40 anos. Projeções como essas tendem a moldar o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas profissões.
Para identificar as carreiras que podem surgir até 2030, a consultoria britânica Fast Future entrevistou 486 profissionais em 56 países. Os resultados foram publicados no estudo The Shape of Jobs to Come (“Como serão os empregos”). A carreira que o especialistas julgaram com maiores chances de se materializar em 19 anos foi a de “consultor de bem-estar da terceira idade”, espécie de gestor de soluções nos campos médico, farmacêutico, protético e psiquiátrico para idosos. Em seguida, vem a dos “fazendeiros verticais”, produtores de alimentos que utilizarão centros de insumos cujo impacto ambiental será muito menor do que o atual. A de “nanomédico” foi a terceira da lista e engloba uma gama de especialistas em nanomedicina que serão necessários para cuidar de dispositivos, implantes e procedimentos derivados do avanço da nanotecnologia.
Já as tendências para o mercado brasileiro foram estudadas pela Fundação Instituto de Administração. A pesquisa Carreiras do Futuro e Tendências do Empreendedorismo para 2020, realizada junto a 112 especialistas, indicou que inovação, busca por qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente serão vetores determinantes na configuração das carreiras do futuro. Veja as profissões emergentes mais citadas no estudo:
. Chief Innovation Officer – o CIO, ou diretor de inovações, será encarregado de interagir com funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações, com ênfase em desenvolvimento tecnológico, educação continuada e novos conhecimentos.
. Bioinformationist – Este cientista (em português, algo como “bio-informático) irá trabalhar com informação genética, servindo como uma ponte para especialistas na elaboração de medicamentos e técnicas clínicas.
. Conselheiro de Aposentadoria – Profissional especializado no planejamento da aposentadoria.
. Gerente de e-commerce – Será o responsável por gerenciar o desenvolvimento e a implantação de estratégias para vender produtos e serviços pela Internet.
. Gerente de ecorrelações – É o profissional que irá se relacionar com consumidores, ambientalistas e agências governamentais, os chamados stakeholders, para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Storytelling

* FONTE DE INFORMAÇÕES.: SITE – O MUNDO DO MARKETING.
Storytelling entra no plano de comunicação das Marcas.
Conheça os cases de empresas que utilizam elementos da narrativa para promoverem suas marcas.
Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing | 17/05/2011
pauta@mundodomarketing.com.br

Na era do relacionamento, criar vínculos emocionais entre marcas e consumidores é uma necessidade para as empresas. Uma das formas de gerar engajamento é a utilização do Storytelling. Pouco conhecido no Brasil, o conceito, mais aplicado em países como Estados Unidos e Inglaterra, vem ganhando força por meio de empresas como Coca-Cola, Nextel e Natura, que contam histórias para serem lembradas.
A construção do relacionamento, no entanto, vai além de uma simples conversa. Antes de iniciar uma estratégia baseada em Storytelling, as marcas precisam saber o que dizer e como fazê-lo. A falta de conhecimento sobre a ferramenta faz com que, no Brasil, poucas empresas explorem a fundo o seu potencial.
Muito utilizado pela publicidade, o conceito tem conquistado espaço na estratégia de Marketing das empresas, principalmente por meio da Internet. Além de ser um ponto de contato entre os consumidores e as marcas, o ambiente digital é propício para ações que utilizam a ferramenta, por incentivar as pessoas a se relacionarem com as empresas a partir da troca de experiências.
Experiências Compartilhadas
É o caso da Natura, que criou em 2010 o Wiki-Histórias, uma comunidade virtual em que os consumidores, consultores e funcionários podem contar suas histórias envolvendo a marca. A iniciativa faz parte da plataforma de comemoração dos 40 anos da empresa, iniciada em 2009, e tem como objetivo mostrar que todos são responsáveis por criar a trajetória da marca. No site, os internautas podem compartilhar suas experiências, o que forma uma teia de narrativas.
Para que dê certo, o contexto retratado nas ações de Storytelling deve traduzir a realidade da empresa. Não basta criar uma história, mas sim traduzir a realidade da companhia para seus públicos de interesse. “O Storytelling deve ultrapassar a plataforma de comunicação, seja ela um filme comercial, anúncio ou peça. As empresas devem vivenciar o conceito”, afirma Mauro Vasquez, Sênior Planner da agência Babel, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para que a narrativa gere vínculo emocional, o consumidor precisa reconhecer pontos de semelhança entre a sua trajetória de vida e o que é contado pelas empresas. As marcas não precisam se limitar a relatar sua própria história, mas podem também se apropriar de ideias ou trajetórias de vida paralelas para transferir ao consumidor alguns de seus valores.
Mobilização e Engajamento
Foi o que fez a Nextel, a partir de 2008, quando convidou personalidades como os músicos Herbert Vianna e MV Bill, o ator Fábio Assunção e, mais recentemente, o jogador de futebol Neymar para dividirem suas histórias com o público. Além dos filmes publicitários, a marca disponibilizava conteúdo exclusivo na Internet com trechos que não tinham sido veiculados na TV. O ponto de interseção entre todas as histórias é justamente o caráter real, reconhecido pelo público.
O Storytelling também é uma importante ferramenta para mobilizar pessoas e inseri-las na cultura das empresas. Os resultados podem ser tão expressivos que o conceito de contar histórias é utilizado, inclusive, em ações de Endomarketing. Um exemplo é o caso da rede norte-americana de hotéis Ritz-Carlton. A companhia criou um programa de capacitação baseado no Storytelling em que os funcionários conheciam a história da empresa para que pudessem transmiti-la ao consumidor, com o objetivo de perpetuar a lembrança da marca.
“A forma como se aplica o conceito pode sofrer alterações, mas a essência é a mesma”, exemplifica Marcelo Douek, Sócio-Fundador e Diretor da agência Lukso, em entrevista ao portal. A Coca-Cola também utilizou a ferramenta para promover sua trajetória. Com o filme “Fábrica da Felicidade”, lançado globalmente no fim de 2006 e nacionalmente no início de 2007, a companhia conseguiu sintetizar e comunicar os seus valores a partir de uma narrativa.
Histórias Únicas
O conceito de Storytelling, entretanto, precisa ser aprofundado no Brasil. Por ser uma novidade, a ferramenta ainda é pouco explorada. Mas algumas empresas conseguiram ir além das campanhas tradicionais para contar histórias. É o caso da incorporadora Living Construtora, que criou uma websérie para divulgar um empreendimento em Porto Alegre, utilizando elementos da cultura local para que os possíveis compradores se identificassem com o lançamento.
A Claro e o Guaraná Antarctica também aproveitaram o universo dos jovens para se aproximarem dos consumidores no Dia das Mães. As duas marcas lançaram uma série de vídeos que davam dicas para as mães não pagarem mico ao utilizar a Internet e as redes sociais.
Para aumentar as chances de sucesso dessas ações é essencial saber construir uma narrativa própria, que reflita a essência da marca. Afinal, a identidade dos produtos e as ideias das empresas podem ser roubadas, mas sua história é única. “O Storytelling se difundirá no Brasil quando grandes marcas realizarem ações de Marketing de forma imersiva utilizando o conceito, não estando presas apenas às ferramentas utilizadas na comunicação”, explica o Sócio-Fundador e Diretor da agência Lukso.

domingo, 10 de abril de 2011

A História do Imposto de Renda no Mundo.

* FONTE DE INFORMAÇÕES.: SITE – RECEITA FEDERAL.
Primórdios do Imposto de Renda no Mundo.
A décima scalata
O surgimento do imposto de renda foi relativamente tarde no desenvolvimento dos povos. O sistema econômico de trocas de produtos ou serviços por outros produtos ou serviços dificultava a medição da renda. Com a criação da moeda, houve uma unidade para determinar o acréscimo do patrimônio das pessoas, possibilitando determinar a renda e tributá-la. Em vez de a riqueza ser avaliada apenas pelos bens que o indivíduo possuía, pôde ser medida pelo produto desses bens, isto é, pela renda.
No século XV, em Florença, instituiu-se a Décima Scalata, décima uma denominação que se dava aos impostos e scalata, gradual, progressivo. O imposto, porém, não era sobre a renda, mas sobre a capitalização. A renda servia de índice para apurar o tributo, de forma que, pela renda auferida, obtinha-se o patrimônio necessário para produzi-la. Chegou a ter características de progressividade. A décima scalata não teve longa duração.
Nasce o imposto de renda
No final do século XVIII, a Inglaterra estava ameaçada por Napoleão Bonaparte e necessitava angariar recursos para o financiamento da guerra.
Em 30 de novembro de 1796, o primeiro ministro inglês William Pitt apresentou aos diretores do Banco da Inglaterra o seu plano para um chamado “empréstimo de lealdade”. Cogitava-se propor ao Parlamento que todos os detentores de uma certa renda fossem obrigados a emprestar uma parte dela. A idéia não foi adiante.
O quadro tributário da época não exigia dos mais abastados contribuição proporcionalmente maior, quando, em 1797, William Pitt, solicitou alteração e aumento do “assessed taxes”, uma forma rudimentar de taxação baseada nos gastos como indícios de riqueza.
Os contribuintes foram divididos em Classes. Na primeira, estavam os que possuíam criadagem, carros e cavalos; na segunda, na falta desses elementos, a base de cálculo era medida em relógios, cães e janela; a terceira se baseava na habitação. Os contribuintes reclamaram de que havia sido criado um imposto sobre a renda e o capital, mas Pitt discordou, afirmando que o imposto era sobre a despesa. A receita desse tributo era diminuta e poucas as expectativas de aumento.
Preparavam-se novas alianças entre a Grã Bretanha, a Áustria, a Rússia e a Turquia. A Inglaterra conseguia sucesso diplomático, mas necessitava de recursos financeiros para subsidiar o ataque contra a França. Em 1798, William Pitt solicitou ao parlamento modificação no “assessed taxes”, transformando o imposto sobre despesas numa tributação sobre a renda, em suma, um imposto geral provisório sobre todas as fontes de renda mais importantes. Vem daí o nome “income tax”.
Em 3 de dezembro de 1798, na Câmara dos Comuns, Pitt foi defender a instituição do imposto de renda:
“Na última sessão, aqueles que reconheceram quanto é importante levantar uma considerável parte das contribuições no decorrer do ano, limitaram a criticar os impostos já fixados, taxando-os de injustos e facilmente fraudáveis. Na realidade, parece que os resultados da arrecadação não corresponderam à expectativa, mas isso se deve não a um erro de cálculo dos nossos recursos nem a um exagero na avaliação da nossa riqueza, mas ao fato de se ter tornado muito fácil alterar a lei e por se ter procurado tornar a arrecadação a menos opressiva possível”.
Não obstante, os resultados obtidos satisfizeram plenamente à nossa expectativa no tocante aos benefícios decorrentes da medida e animam-nos a permanecer nos mesmos princípios. Deveríamos tomar por norma, antes de tudo, procurar, por meio de uma aplicação justa e rigorosa da lei, levantar a quota de um décimo que os impostos se propõem obter.
“Para isso, proponho que se ponha de lado uma crítica baseada exclusivamente nos impostos já em vigor e que se imponha um imposto geral sobre todas as fontes de rendas mais importantes”.
A tenacidade e a dedicação de Pitt, aliado ao iminente perigo da guerra, possibilitaram a transformação do projeto em lei, no final do ano de 1798. O imposto sobre a renda passou a ser cobrado em 1799, apesar da crença reinante de que era contrário aos hábitos e costumes do país. Gerou descontentamentos e impopularidade a Pitt. Nascia um imposto que considerava a renda como a própria matéria tributável. Embora haja discordâncias quanto ao momento exato da instituição do imposto de renda no mundo, os estudiosos concordam que, na história moderna dos povos, o pioneirismo da tributação sobre a renda coube à Inglaterra.
A taxa era de 10% para renda total no ano acima de 60 libras. Podia ser paga em até seis quotas.
A instituição de um imposto sobre a renda gerou controvérsias.
Charles Fox declarou na Câmara dos Comuns: “Quais serão as conseqüências desta lei? Os seus únicos resultados serão o imediato aniquilamento de nosso comércio, a destruição de nossas fortunas e provavelmente de nossa liberdade pessoal”.
Na mesma Câmara dos Comuns, Sir John Sinclair opunha-se ao novo tributo: “Se nos impuserem esse imposto, será lícito que algum dia nos livremos dele? Enquanto durar a guerra, isso não será possível. Se na paz esse acréscimo às rendas públicas for julgado indispensável? Agora, o ministro Pitt, usando de grande moderação, pede apenas um décimo de nossas rendas, mas o que impedirá de, no futuro, exigir um quinto ou mesmo um terço? Faz-se mister ainda observar que essa lei será pretexto para uma infinidade de exigências altamente vexatórias”.
A reação foi veemente e, em alguns casos, agressiva. Alguns temiam que, terminada a guerra, o imposto continuasse a ser cobrado. Havia os que acreditavam que, com o tempo e a necessidade de mais recursos, a base de cálculo fosse aumentada. Outros achavam que interferiria na vida particular do indivíduo.
Os primeiros resultados da arrecadação não corresponderam à expectativa. Alcançaram, mesmo assim, mais do que o dobro do “assessed taxes”.
Em 1802, o imposto sobre a renda foi suprimido, não por causa da demissão de Pitt, que ocorrera pouco antes, mas como conseqüência da paz transitória entre Inglaterra e França. Um ano após, as hostilidades recomeçaram. Novamente, o imposto sobre a renda foi lembrado como fonte de recursos. Addington, que sucedera a Pitt, restabeleceu o imposto em 1803, com uma série de aperfeiçoamentos:
1. Rendimentos classificados e tributados por categoria, de acordo com sua origem;
2. Implantação da cobrança na fonte;
3. Isenção para pequenos rendimentos;
4. Dedução para encargos de família;
Com as alterações tributárias, o resultado na arrecadação foi imediato e produziu receitas consideráveis. Quando Pitt retornou ao governo, em 1804, manteve o sistema de Addington.
Em junho de 1815, Napoleão Bonaparte foi derrotado em Waterloo, Bélgica. Terminava a guerra. Apesar do excelente resultado, o imposto sobre a renda havia sido instituído como forma de angariar receita para financiar a guerra. Não havia clima político para mantê-lo e foi novamente suprimido em 1816. O governo inglês foi obrigado a buscar outras fontes de renda.
Napoleão não foi batido por Wellington. Venceu-o o imposto de renda imaginado por Pitt.
A Inglaterra passou por um período de crises e déficits orçamentários. Em 1842, Robert Peel, que chefiava o governo nos primeiros anos da era vitoriana, restabeleceu o imposto sobre a renda, apesar de, em outras épocas, ter sido feroz crítico e adversário intransigente desse tributo. Foi aumentado o limite de isenção e a tributação recaiu para renda anual superior a 150 libras. O Parlamento inglês concordou com o retorno do imposto, acreditando que seria suprimido, quando o caixa do tesouro permitisse. Há registro de discursos de políticos e ministros que se comprometiam a extinguir o imposto, quando fosse possível. Nunca foi possível e, desde então, o imposto sobre a renda é cobrado.
Instituído como um simples imposto de guerra e para cobrir dificuldades financeiras, o imposto de renda passou a ser permanente e se transformou na principal fonte de recursos de muitos países.
A instituição do imposto na Itália
Em 1864, o Parlamento introduziu no sistema tributário da Itália um imposto sobre os proventos do comércio, indústria e profissões sob a denominação de “imposta sui redditi della richezza mobile”. Englobava num só imposto as rendas mobiliárias de toda e qualquer natureza. Sofreu alterações em 1877 e, desde então é cobrado. Mesmo na avaliação de pessoas ligadas ao governo, o imposto de renda italiano foi exagerado e pesado e levou alguns contribuintes a buscar alternativas para não pagar ou pagar menos imposto, apesar da obrigação de a fonte pagadora reter o imposto dos empregados.
A instituição do imposto na França
Embora a instituição do imposto de renda no sistema tributário francês só tenha sido efetivada na década de 1910, havia tradição na cobrança de tributos diretos.
As tentativas de implementação do imposto sobre a renda na França se arrastaram pela segunda metade do século XIX e início de século XX. Em 1871, após a crise decorrente da guerra contra a Prússia, a França implantava um imposto sobre a renda dos valores mobiliários. Sua implantação foi facilitada porque a Assembléia Nacional, composta por maioria de deputados de origem rural, queria transferir a tributação da terra para valores mobiliários.
Nos últimos vinte anos do século XIX, foram vários projetos para implementar o imposto de renda na França, a maior parte inspirada na bem sucedida experiência inglesa.
Em 1907, Caillaux, que anos após, como ministro, teria papel fundamental na instituição do imposto, defendia a necessidade e a justiça de tributar a fortuna, por meio de impostos diretos, em vez de esmagar a pobreza com tributos indiretos. Em 1909, depois de passar dois anos no Parlamento, o projeto Caillaux teve aprovação da Câmara. Restava ter aprovação também do Senado, onde permaneceu até 1914, quando finalmente foi convertido em lei.
A eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914 retardou a primeira aplicação do imposto para 1916. O projeto acabava com o sistema indiciário e estabelecia a apresentação de declaração. Combinava um imposto cedular, dividido em oito cédulas, conforme a origem dos rendimentos, com um imposto complementar progressivo. Esse sistema serviria, menos de uma década após, de inspiração ao modelo de imposto de renda de pessoa física adotado no Brasil.
A instituição do imposto na Alemanha
Data do início do século XIX as primeiras recomendações de cobrança do imposto de renda na Alemanha, notadamente fruto de monografias de financistas e trabalhos acadêmicos. O sucesso do “income tax” inglês motivou mais ainda a adoção do imposto.
Em 1891, foi introduzida na Prússia a cobrança de um imposto pessoal que abrangia as rendas profissionais, mobiliárias, imobiliárias e provenientes de exercício de profissões liberais. As alíquotas ensejavam progressividade e oscilavam de 0,6% para rendas até 1.050 marcos a 4% para rendas superiores a 200.000 marcos. A declaração de rendimentos, que servia de base para apurar o imposto, foi muito criticada por descer a minúcias e conter muitos questionamentos.
O sistema alemão obteve consideráveis receitas e levou a vários estados a adotá-lo. Até 1920 o imposto de renda alemão era administrado pelos Estados.
Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o caixa do tesouro alemão encontrava sérias dificuldades. Em março de 1920, o imposto de renda sobre as pessoas físicas e outros impostos diretos foram atribuídos ao governo central, que ficava com 1/3 da receita e transferia 2/3 para os Estados e comunas.
A instituição do imposto nos Estados Unidos
Em meados do século XIX, alguns estados do sul instituíram imposto sobre salários, vencimentos, honorários e os do norte sobre capital e propriedade. Com a guerra de Secessão (1861-1865), os estados do sul aumentaram a base tributária, mas sem atingir toda espécie de renda. Não alcançou grandes arrecadações, com exceção da Virginia. Com arrecadação aquém do previsto e desejado, os americanos entenderam que o imposto não se prestava a ser cobrado pelos governos estaduais e sim pelo governo federal.
Instituiu-se em 1861 um imposto federal sobre as rendas pessoais, que começou a ser cobrado um ano após. Começou com uma taxa fixa de 3%, com isenção até 800 dólares anuais. No ano seguinte, foram incluídas alíquotas progressivas: 3% para renda entre 600 e 10.000 dólares e 5% para renda superior a 10.000 dólares. No último ano da guerra de Secessão, a tabela progressiva havia sido alterada: 5% para renda entre 600 e 5.000 dólares e 10% para rendas maiores que 5.000 dólares.
Durante a guerra civil, o imposto foi aceito, sem grandes resistências. Cessada a hostilidade, passou a sofrer críticas, algumas de ordem constitucional. A cobrança do imposto ficou insustentável e foi suprimido em 1872. Embora de curta duração, o imposto demonstrou resultados consideráveis, principalmente nos anos de guerra, quando as críticas eram menores.
Em 1894, os agricultores reclamavam da alta contribuição tributária ao passo que os industriais, capitalistas e comerciantes eram tratados favoravelmente. Voltou-se a discutir no Congresso um projeto de restabelecimento do imposto de renda, gravando para as rendas pessoais que ultrapassavam a 4.000 dólares uma alíquota fixa de 2%.
Os contribuintes recorreram aos tribunais sob a alegação de que a Constituição americana previa limitações à tributação direta. A questão foi parar na Corte Suprema que declarou o imposto inconstitucional por considerá-lo tributo direto.
Premido pela necessidade de recursos, o governo de William Taft iniciou, em 1909, a discussão de uma reforma constitucional, que permitisse a efetiva instituição do imposto sobre a renda, única forma de implantá-lo no país, de forma a evitar discussões doutrinárias que levavam a decisão para a Corte Suprema. Finalmente, em 1913, foi aprovada a Emenda Constitucional nº 16: “O Congresso terá o poder para impor e arrecadar impostos sobre as rendas derivadas de qualquer fonte...”. Estava instituído o imposto de renda nos Estados Unidos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cetramaq - Tema.

GRUPO CETRAMAQ - TEMA.

Bom Dia!!!
À GRUPO CETRAMAQ - TEMA.
A/C.: Sr. Alexandre - Deptº Compras.


Encaminhamos breve prospecto para possível relação Comercial. Com 35 Anos de experiência, buscamos proporcionar total segurança para os clientes executando desova de contêineres, remoções, carga/descarga de máquinas e equipamentos em geral, içamentos, mudanças industriais com uma Equipe de Remoção Treinada, e serviços em feiras como Brasilplast, Feimafe, etc. Podemos citar alguns clientes como referência, dentre os quais estão: SEW, FCS Brasil, Tecnowork, Joalmi, Metalúrgica Golim, Trelleborg Automotive, Behr Brasil e, gostaríamos muito que o GRUPO CETRAMAQ - TEMA seja mais um Prestador de Serviços e Parceiro.
Atendemos todas as regiões da Grande São Paulo, Campinas, Jundiaí, todo o Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Sorocaba, Alto Tietê e Litoral do Estado de São Paulo.
Mesmo que V.Sas utilizem este tipo de serviço de forma esporádica ou mesmo de outra Empresa, salientamos que nosso Departamento Comercial está pronto para atendê-los, consulte-nos e amplie suas opções de fornecedores.
Agradecemos desde já sua atenção e torcemos para o crescente sucesso de todos os Amigos, Familiares, Colaboradores e Clientes.



Atenciosamente,

Alexandre Janicas
Depto de Vendas
Cetramaq - Tema
Rua Amélia Lago, 54. Guarulhos - SP
Phone: +55 (11) 2421-3255
Fax: +55 (11) 2422-1030
alexandre@cetramaq.com.br
www.cetramaq.com.br



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

GRUPO CETRAMAQ - TEMA - DEIXE O TRABALHO PESADO CONOSCO.

DIFERENÇA ENTRE NOME COMERCIAL E NOME FANTASIA.

* Colunistas.
Direito Empresarial - Temas atuais.
Advogado, MBA em Direito Empresarial pela FGV e pós-graduando em Direito Processual Civil pela FADITU. Titular do escritório FCF Advogados Associados, em Itu.
Diferenças Básicas entre Nome Comercial e Nome Fantasia.
É comum no mundo empresarial a confusão que é feita entre o NOME COMERCIAL e a MARCA ou NOME FANTASIA, suas naturezas, proteções e abrangências.
O nascimento de uma empresa com o conseqüente arquivamento de seu estatuto social na Junta Comercial do Estado de origem ou no Cartório correspondente, quando for o caso, gera a proteção do NOME COMERCIAL ou NOME EMPRESARIAL no âmbito do Estado em cuja Junta se efetivou o arquivamento, podendo ser estendido aos demais Estados da Federação mediante procedimento próprio com as respectivas Juntas Comerciais.
A abrangência territorial e formal da proteção exercida sob o NOME COMERCIAL inserido no estatuto social da empresa, não pode ser confundida com a garantia concedida através do efetivo registro da MARCA ou NOME FANTASIA junto ao INPI — Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Justamente pela relevância do tema, em especial aos empresários, contabilistas, consultores e advogados, leitores desta coluna, peço licença para transcrever trechos da resposta formulada pelo ilustre Dr. Antônio Francisco Sobrinho, advogado, titular do escritório Francisco e Minatti Propriedade Industrial (www.franciscominatti.adv.br), atuante na área há mais de 25 anos, diante da minha consulta com relação as diferenças básicas entre o NOME COMERCIAL e o NOME FANTASIA:
“O nome de fantasia que é inserido no Nome Empresarial (que no extinto Código Comercial era identificado por Nome Comercial e Razão Social), é identificado no direito italiano de "mot vedeta", expressão utilizada também pelo saudoso mestre Carvalho de Mendonça. Atualmente identificada pela moderna doutrina por Nome Fantasia.
O Nome Fantasia elemento de destaque que está no Nome Empresarial, onde o primeiro é espécie do segundo que é gênero.
A propriedade do Nome Empresarial é garantida pela Constituição Federal, Código Civil Brasileiro e Convenção da União de Paris para assuntos da Propriedade Industrial. Direito que nasce no ato de arquivamento do Contrato Social no registro de abertura da empresa numa Junta Comercial de qualquer Estado da Federação ou em Cartório competente da cidade onde estiver sediada a empresa.
A competência da proteção legal de cada Junta Comercial é o território restrito de seu próprio Estado, podendo-se concluir que o Nome estará protegido no âmbito daquele Estado. Para que a proteção do Nome alcance os demais Estados, temos feito a Extensão da Proteção de Nome Empresarial dirigindo à Junta de cada Estado da federação. Com esta providência a proteção do Nome alcança todo território nacional, garantindo prioridade para quando resolver abrir filial em qualquer Estado.
O Nome Fantasia ou "mot vedeta" é aquele que normalmente passa a identificar o empreendimento. No exemplo dado pelo doutor Fabiano, o nome empresarial SPIN EXPRESS LOGÍSTICA E TRANSPORTES LTDA-ME, permitirá que seja conhecida pela fantasia SPIN EXPRESS.
Para identificar os serviços da Spin é necessário obter o registro da fantasia como marca de serviço SPIN EXPRESS na classe internacional específica para sua atividade.
O simples registro da marca SPIN EXPRESS amplia a proteção do nome fantasia para todo território nacional.
Quanto ao direito de prioridade temos a considerar:
Uma empresa aberta em data anterior e com nome empresarial que contenha a Fantasia SPIN EXPRESS na mesma atividade, mesmo NÃO TENDO REGISTRO DE MARCA poderá opor-se ao pedido de registro sua concessão pelo INPI, com base no Nome Empresarial com aplicação da Lei de Propriedade Industrial e Intelectual nº 9279/96, Artigo 124, inciso V.
Esta mesma empresa anterior, poderá requerer ao INPI e vir a conseguir registro da marca, e querendo, impedir a segunda de usar a Fantasia como marca e ainda, dependendo do tipo de colidência e observando os prazos prescricionais, exigir alteração de nome e abstenção de uso da marca.
Tudo com base no Nome Empresarial anterior, e sem ter feito pedido registro de marca.
A conclusão que se chega é de que partindo da abertura de uma empresa, surge a necessidade de providenciar o registro do Nome Fantasia como Marca. Embora seja esta uma faculdade do empresário e não uma obrigatoriedade, verifica-se que o registro da Fantasia como marca, torna definitiva e certa sua propriedade.
Como propriedade móvel intangível, o futuro da marca é vir a incorporar-se ao patrimônio, como um Ativo da empresa. Há casos que seu valor é muitas vezes superior ao valor dos seus bens patrimoniais móveis e imóveis.”
Em leitura a resposta do experiente colega, denota-se a importância de se buscar o efetivo registro da MARCA junto ao INPI, garantindo a abrangência daquela em território nacional ou internacional, quando for o caso, e evitando futuras discussões quanto a possibilidade de seu uso.

* Por Fabiano Camargo Francisco.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CASE DuPont.



MARKETING – CASE DUPONT.

FONTE DE INFORMAÇÕES.: REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS MÊS DE NOVEMBRO DE 2010.
DUPONT.: UMA PATENTE A CADA DOIS DIAS DESDE 1.802.
Por Marcos Todeschini, de Wilmington.
A REIVENÇÃO DA PÓLVORA.
Em sua segunda revolução, a bicentenária Dupont, que nasceu para produzir explosivos e deu ao Mundo a Lycra e o Teflon, transformou-se em uma Empresa de Ciência. Entenda o que essa Corporação faz para reter 8,5 mil cientistas, responsáveis por uma patente a cada dois dias.
ÍCONES – A PÓLVORA foi o símbolo que representou a DuPont por mais de um Século. Hoje a Empresa se dedica a fazer negócios por meio de descobertas científicas.
Da Pólvora ao Espaço – A Casa na Colina – O fundador da DuPont, o imigrante Francês Eleuhère, construiu a casa para a sua família dentro do próprio terreno onde eram fabricados os explosivos. Desta maneira, queria mostrar que, apesar de lidar com material perigoso, sua Empresa era um lugar seguro.
DO LABORATÓRIO PARA O MERCADO.
A Americana DuPont foca sua inovação em Quatro Grandes Desafios Mundiais.
Aumentar a Produção de Alimentos.
Diminuir a Dependência de Combustíveis Fósseis.
Proteção das Pessoas e do Meio Ambiente.
Mercados Emergentes.
Cerca de 70% dos Pesquisadores são recrutados no momento em que saem da Faculdade.
Pelo Espaço – Entre diversas invenções da DuPont ao longo do século 20, sua linha de tecidos foi uma das que chegaram mais longe. Foi até a Lua. A roupa usada por Astronautas em missões espaciais chega a conter 20 camadas de diferentes materiais, todos criados pela Empresa.
Lugar de Nobel – Grande parte das Novidades que saem das fábricas da DuPont é concebida em um local que pode ser considerado o pai dos laboratórios de pesquisa de inovação do mundo: a Estação Experimental, que serviu de inspiração para quase todos os laboratórios que surgiram depois dele. Quando foi criado, em 1.903, apenas a GE havia construído espaço semelhante dedicado exclusivamente à pesquisa e inovação.
A área da Estação Experimental equivale a 60 campos de futebol e abriga, ao todo, 50 prédios.
Pesquisadores podem fazer carreira na área de negócios, se preferirem.
Como formar e reter Talentos. As principais lições da DuPont para manter os melhores cérebros podem ser úteis para a sua Empresa.

1. Incentivo.
2. Liberdade.
3. Intercâmbio.
4. Infraestrutura.
5. Pesquisa.

O Ano da Crise foi Também o mais Inovador na DuPont, com 2 mil ideias patenteadas.
A profissão mais Gratificante na pacata Wilmington certamente é a de Professor de Ciências.
* Fonte de Informações.: Revista Época Negócios Mês de Novembro de 2010.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010



FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Veículos.
16.09.2010 | 16:27 hs.
Rede Globo inicia vendas para 2011.
Cota do Futebol custa R$ 134 milhões e direito de renovação é da Vivo, Ambev, Volkswagen, Casas Bahia e Itaú.
A Rede Globo de Televisão, aproveitando o momento no qual a maioria das empresas trabalha na organização dos seus planejamentos financeiros para 2011, inicia a venda de alguns dos seus principais pacotes comerciais para o ano que vem. A emissora está em convenção de vendas, a segunda do ano, em São Paulo, com encerramento marcado para esta sexta-feira (17).
Desde a última segunda-feira (13) a equipe de vendas coordenada pelo executivo Willy Haas, da DGC (Diretoria Geral de Comercialização), trabalha na renovação das cotas de patrocínio do Futebol 2011. Cada uma das seis cotas será vendida por R$ 134 milhões, mais o Top de 5 segundos. No ano passado, a unidade foi negociada por R$ 121 milhões. Têm a preferência para a renovação, por um prazo de um mês, Vivo, Ambev, Banco Itaú, Casas Bahia e Volkswagen. A Coca-Cola também está na relação e tentará renovar o Top de 5 segundos, formato de mídia que deve custar em 2011 cerca de R$ 30 milhões.
Só com a temporada de futebol do ano que vem a Rede Globo deve arrecadar cerca de R$ 830 milhões, sem mencionar os anunciantes não conflitantes com os patrocinadores que compram espaço nos breaks comerciais, especialmente os de âmbito regional, que ajudam a engrossar suas receitas de publicidade com o esporte.
No próximo dia 20 a Globo inicia a renovação do Projeto Verão Espetacular. Têm a preferência o curso de idiomas Wizard, Empresa Brasileira de Correios, Caixa Econômica Federal e Oi. O preço ainda não está fechado, mas terá elevação sobre os R$ 8 milhões de cada cota cobrados no ano passado.
Para o dia 27 está programada a fase de renovação com Petrobrás, Santander, Nova Schin, TIM e Renault para a temporada 2011 da Fórmula 1. Este ano cada cota foi vendida por R$ 56,5 milhões e para 2011 deverá chegar aos R$ 65 milhões, mas o preço não está fechado. Há a possibilidade de uma sexta cota ser oferecida, mas depende de estudos técnicos. O Top de 5 segundos também está em renovação e o direito é da Telefônica. São cerca de R$ 350 milhões envolvidos na F1 que, somados ao Futebol e Verão, passam de R$ 1,1 bilhão.
O mês de outubro é reservado para o Big Brother Brasil. Fiat, Niely, Johnson & Johnson (Sundown), Knorr e Guaraná Antarctica têm prioridade para a atração global que envolve licensing com a Endemol. O faturamento da Globo com o BBB não se resume às cotas de patrocínio que garantiram este ano uma receita de R$ 67,5 milhões. O valor das cotas para 2011 ainda está em estudos na Central Globo de Marketing, mas deve chegar perto dos R$ 80 milhões. As ações de merchandising são negociadas à parte. A Fiat, por exemplo, costuma fazer ativações pontuais com sua linha de produtos no programa. A emissora também faz vendas para outras anunciantes para os intervalos do BBB, desde que não sejam conflitantes com os patrocinadores. O programa movimenta cerca de R$ 300 milhões, segundo fonte especializada em mídia.
Por Paulo Macedo

sábado, 28 de agosto de 2010

Google.


FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Internet.
26.08.2010 | 15:53 hs.
Usuários do Gmail poderão fazer ligações para telefones.
Serviço abre concorrência direta com Skype e operadoras de telecomunicações.
O Google anunciou nesta quarta-feira que usuários de seu serviço de e-mail, Gmail, poderão ligar para telefones normais diretamente do site, em concorrência direta com o serviço de telefone online Skype e operadoras de telecomunicações.
Embora o Google já permitisse conversas de voz e videochat através do Gmail, a empresa afirmou que, a partir desta quarta-feira, também irá oferecer, pela primeira vez, ligações para telefones comuns, tanto fixos quanto celulares.
O Google promete ligações gratuitas para telefones nos Estados Unidos e no Canadá até o final do ano, e diz que irá cobrar tarifas baixas por ligações para outros países.
A companhia de Internet afirmou que o preço de ligações para Reino Unido, França, Alemanha, China e Japão, por exemplo, seria de US$ 0,02 por minuto.
A ferramenta funcionará da mesma forma que um telefone normal. Para fazer uma ligação, o usuário deve clicar na opção "ligar para telefone" em sua lista de amigos de Chat ou digitar o número ou o nome do amigo com quem quer falar.
Com informações da Reuters

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

JARGÕES CORPORATIVOS.

Jargões corporativos: veja quais você deve conhecer e quando deve usá-los.
29/05/2009 - 16h02 hs.
Fonte.: Site UOL.

SÃO PAULO - Existem alguns termos que, pelo uso diário, já fazem parte do glossário corporativo brasileiro. Mesmo em inglês, eles são usados em diversas ocasiões. O problema é que, pelo abuso, algumas pessoas acabam incorrendo em erros, e o pior: podem não ser compreendidas. O bom é saber quais expressões os profissionais devem conhecer e a hora certa de usá-las.
De acordo com a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Clara Salarini Borsezi, com a globalização, o inglês passou a ser fortemente usado. Com essa difusão, muitos termos passaram a ser incorporados ao dia-a-dia, não só em reuniões e conferências, mas também em conversas informais.
"Por isso, é importante que o profissional conheça alguns termos, para realizar uma boa comunicação e entender o assunto em pauta. Caso contrário, pode não compreender alguma informação e ser excluído da situação".

Existe termo "na moda"
Clara afirmou que não existem termos "na moda", mas aqueles que são mais adotados por uma área ou outra, como o feedback (resposta que um líder dá a seu liderado sobre o desempenho deste), bastante usado em recursos humanos.
Apesar disso, existem termos cujos significados são bastante amplos e podem ser usados por qualquer profissional, independentemente de sua área de atuação. Confira quais são eles abaixo:

Branding: trabalho de construção de uma marca no mercado;
Brainstorming: mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa dos indivíduos no menor tempo possível, ou seja, troca de idéias;
Briefing: todas as informações necessárias para realização de uma determinada ação;
Budget: orçamento;
Business plan: plano de negócios;
Case: estudo de caso, normalmente abordado em empresas;
Coaching: projeto com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente), conforme a meta desejada por este. O coach apóia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazos, por meio da identificação e do uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e da superação de suas fragilidades, para que ele atinja novos objetivos;
Deadline: prazo final;
Expertise: conhecimento técnico;
Interface: ferramentas que possuem um design fácil de ser usado, geralmente com ícones indicando o que representa cada função;
Feedback: trata-se de informar o colaborador sobre o seu desempenho, conduta ou a respeito de uma eventualidade, buscando estimular e reorientar ações, com o objetivo de maximizar o seu desempenho;
Follow up: dar prosseguimento a uma discussão ou debate, retomando temas para atingir soluções. Também pode significar revisão das tarefas que foram geradas após uma reunião ou auditoria, quando os prazos para realização se esgotaram. Significa ainda ligar para o cliente, a fim de acompanhá-lo;
Headhunter: caçador de talento;
Key user: aquele que conhece todos os recursos referentes a uma determinada ferramenta tecnológica;
Just in time: sistema que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata, ou seja, primeiramente vende-se o produto para depois comprar a matéria-prima e posteriormente fabricá-lo ou montá-lo. Pode ser aplicado em qualquer organização, para reduzir estoques e os custos decorrentes;
Know how: conhecimento;
MBA (Master Business Administration): curso de especialização;
Networking: rede de contatos;
Outsourcing: obtenção de mão-de-obra externa por parte de uma empresa; contratação de serviços terceirizados, com o intuito de reduzir os custos internos, aproveitando o conhecimento especializado de outras organizações;
Outplacement: benefício que uma empresa oferece ao ex-funcionário, que consiste no aconselhamento, no apoio, na orientação e no estímulo para recolocá-lo em outra organização;
Stakeholders: O termo inglês stakeholder designa uma pessoa, grupo ou entidade com legítimos interesses nas ações e no desempenho de uma organização, (em português, parte interessada ou interveniente), é um termo usado em administração. Gerenciamento dos formadores de opinião.
Supply Chain: gerenciamento de cadeia de abastecimento;
Turnover: termo utilizado para caracterizar o movimento de entradas e saídas, admissões e desligamentos de profissionais empregados de uma empresa, em um determinado período, isto é, rotatividade. Quanto aos desligamentos, podem ser espontâneos ou provocados pelas empresas;
Workaholic: pessoa viciada no trabalho;
Workshop: treinamento em grupo, de acordo com a técnica dominada pelo instrutor;
CEO: (Chief Executive Officer), sigla para diretor executivo.

Uso dos termos
De acordo com a consultora, o profissional não acaba, necessariamente, sendo mal visto porque pergunta qual o significado desses termos, mas pode passar a imagem de desatualizado. Além disso, a comunicação pode ser falha, já que ele não compreendeu o que foi falado pelo emissor.
"Caso o profissional não entenda algo que foi dito, o ideal é buscar informações sobre o seu significado e uso. A Internet acaba sendo um bom recurso, existem até dicionários com alguns termos utilizados no mundo corporativo", disse.
As pessoas que não sabem o significado desses termos podem prejudicar a comunicação, assim como aquelas que os usam a todo o momento, as quais podem se expressar de maneira incorreta e fora de contexto.
"Se o profissional está em uma conversa entre amigos, não há necessidade de usar esses termos, pois pode comprometer a comunicação, passar uma imagem de arrogância ou até mesmo falta de domínio sobre sua língua de origem. Quem não conhece bem o significado dos termos é melhor não utilizá-los, para não passar uma informação incorreta".

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BRADESCO TERÁ "MERCHANDISING" NO JORNAL NACIONAL.



FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Anunciantes.
14.08.2010 | 14:26 hs.
Bradesco terá “merchandising” no JN.
Será 1ª vez que uma marca aparecerá em quadro do programa; banco também patrocina eleições em principais canais.
O Bradesco, um dos principais anunciantes do País, patrocinará quadro no Jornal Nacional, da Rede Globo, que estréia no próximo dia 20. Com logomarca em avião que será o veículo oficial da cobertura jornalística liderada pelo repórter Ernesto Páglia, o banco é o primeiro anunciante a ter sua marca presente no conteúdo do telejornal. O Bradesco também é patrocinador do “break” do programa global.
Durante o quadro, o jornalista percorrerá diversas cidades do Brasil com o avião estampado com a logomarca do banco. Uma arte com a aeronave (também com o nome do Bradesco) aparecerá ao fundo dos apresentadores do Jornal Nacional, quando esses chamarem a atração.
O Bradesco também está patrocinando as coberturas das Eleições 2010 das maiores emissoras do País (como patrocinador único) - como Globo, SBT, Record, Band e RedeTV!. O investimento representa três meses da verba de mídia do banco.
Ambos as negociações foram feitas na gestão de marketing de Luca Cavalcanti, que agora está à frente do Bradesco Dia e Noite.
Por Daniela Dahrouge

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

15 Maiores Anunciantes Investem R$ 13,2 Bi em Publicidade.

FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Mercado.
13.08.2010 | 09:22 hs.
15 maiores anunciantes investem R$13,2 bi em publicidade.
Informação é do Mídia Dados Brasil 2010, apresentado ao mercado nesta quinta-feira (12); edição recorde está com 776 páginas.
Os 15 maiores anunciantes privados brasileiros investiram R$13,2 bilhões (brutos) em publicidade, em 2009. Se comparado com o ano de 2000, quando foram investidos R$ 2,1 bilhões, o crescimento é superior a 500%. Em dez anos, o faturamento das 15 maiores agências de publicidade do Brasil passou de R$1,1 bilhão para R$22,7 bilhões, quase 2000% a mais. Análises e informações como essas estão contidas na edição recorde de 776 páginas do Mídia Dados Brasil 2010, apresentado ao mercado na noite desta quinta-feira (12), em São Paulo.
Sob o título “Uma década de ouro”, o Mídia Dados 2010 faz um verdadeiro raio X do investimento em publicidade, dos maiores anunciantes do País, da audiência das TVs brasileiras, rádios, penetração dos jornais e revistas, e Internet. O Mídia Dados é organizado pelo Grupo de Mídia de São Paulo. Entre as novidades da edição, está a versão para iPad, mais uma prova de que o mercado brasileiro de comunicação é moderno e plugado nas mais novas tecnologias.
O anuário, publicado desde 1998, reúne informações abrangentes sobre o investimento em mídia no Brasil e em outros dez países da América Latina. O anuário deste ano, lançado sob a gestão de Luiz Fernando Vieira, atual presidente do Grupo de Mídia e sócio e vp de mídia da Africa, é o mais moderno e completo da história.
“A versão do iPad está fazendo sucesso. Os temas que mais freqüentam as páginas do Mídia Dados 2010 são as novas tecnologias. O livro também está todo digitalizado no site da entidade. O anuário faz um Raio X do mercado de mídia, com dados atualizados. Os editoriais estão com debates muito ricos sobre os problemas e desafios da mídia”, comentou Viera.
O Mídia Dados mostra que a participação dos meios de comunicação no bolo publicitário não modificou muito o cenário. A TV aberta está com 60,9% de share (ou seja, a TV aberta é dona de 60% da verba publicitária no Brasil); seguida pelos jornais, com 14,1%; revistas (7,7%); rádio 4,4%; Internet (4,3%); TV por assinatura (3,7%); mídia exterior com 2,9%; guias e listas (1,6%) e cinema na lanterninha, com 0,4% dos investimentos em publicidade no País.
A Rede Globo, Editora Abril, Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), ANJ (Associação Nacional dos Jornais), Editora Três, Editora Referência, Record, O Dia, O Estado de S.Paulo, entre outros, anunciam nas páginas do Mídia Dados 2010. O presidente do Grupo de Mídia informa que a partir do próximo dia 29 a versão do Mídia Dados para iPad estará disponível na Loja da Apple, gratuitamente. A versão impressa pode ser adquirida no site da entidade por R$ 100.
Por Kelly Dores

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PHILIP KOTLER

FONTE DE INFORMAÇÕES.: SITE – O MUNDO DO MARKETING.
Novo livro de Kotler propõe a utilização do Marketing contra a pobreza.
Obra foi escrita em parceria com Nancy R. Lee e é lançada no Brasil pela Bookman Editora.
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 10/08/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br

A Bookman Editora lança no Brasil o novo livro de Philip Kotler e Nancy R. Lee. A obra “Marketing contra a pobreza” propõe a utilização de ferramentas para enfrentar as dificuldades econômicas e promover uma mudança social. Entre os conceitos abordados estão a teoria das trocas, a segmentação de mercado e a competitividade, que funcionariam como instrumentos de auxílio aos pobres. Os autores ainda avaliam propostas e sugerem um novo paradigma para atingir melhores resultados a partir de casos apresentados.

FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Mercado.
09.08.2010 | 11:09 hs.
Kotler sugere marketing contra a pobreza.
Autor lança livro sobre aspectos que são ignorados por aqueles que tentam reverter quadro mundial.
Vender um comportamento mais saudável e seguro para o público-alvo, composto por cerca de 3bilhões de pobres do mundo todo, é o desafio proposto pelo marketing social, tema do novo livro de Philip Kotler, professor emérito da cátedra S. C. Johnson de marketing internacional na Kellogg School of Management, coescrito com a professora da Universidade de Seatle e presidente da Social Marketing Services, Nancy Lee.
“Marketing contra a pobreza”, que está sendo lançado no Brasil pela Bookman, é o quinto livro que a dupla escreve em parceria e mostra como usar os princípios do marketing, utilizado diariamente nas empresas privadas para alavancar as vendas de produtos e fortalecer as marcas, para convencer as pessoas que estão em situação de pobreza a realizar uma mudança comportamental. “Nós não falamos sobre erradicar a pobreza, mas em reduzi-la o máximo possível. E a guerra contra a pobreza requer muitas ferramentas além do marketing social, como os avanços da medicina, o favorável desenvolvimento econômico, melhores métodos educacionais e clínicas de saúde, assim por diante”, falou Kotler, considerado o papa do marketing.
De acordo com o Banco Mundial, em 2005 mais de 1,4 bilhão de pessoas viviam na extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia. Na pobreza moderada, ou seja, renda diária de US$ 1,26 a US$ 2, eram mais 1,6 bilhão. 90% da população nessas situações está concentrada em três regiões: África Subsaariana, leste e sul da Ásia. A Índia tem 41,01% das pessoas com renda de até US$ 1 por dia e a China concentra outros 22,12%. O livro destaca alguns aspectos sobre a pobreza que são ignorados muitas vezes por aqueles que tentam reverter o quadro, como, por exemplo, o fato de que os pobres são um grupo heterogêneo, com gostos e necessidades diferentes.
É impossível negar que alguma atitude precisa ser tomada para que o quadro seja revertido o quanto antes, mas também não se pode deixar de reconhecer que muito já se tentou. O custo da pobreza é muito maior do que o valor que seria gasto pra resolvê-la. “Não apenas cada pessoa e família pobre sofrem, mas também a sociedade sofre por perder as contribuições potenciais que essas pessoas teriam se alcançassem a classe média. O custo é ainda maior já que alguns dos pobres se viram para o crime apenas para sobreviver. Ninguém pode descobrir definitivamente o custo para tirar as pessoas da pobreza, mas minha opinião é de que o dinheiro gasto para reduzir a pobreza é melhor gasto. Até os negócios lucram quando há menos pobres, porque mais dinheiro fica disponível para ser gasto em seus produtos”, explicou o autor.
A obra apresenta algumas iniciativas que já foram feitas pelo mundo. Entre elas, a Red Campaign, um projeto de marketing de causa pelo qual empresas destinam parte do valor ganho com um produto específico para o Fundo Global. “O marketing de causa é uma das maneiras das companhias levantarem dinheiro por uma boa causa e ganharem algo para elas próprias. Suponha que uma fabricante de sopas anuncie que vai dar aos pobres um centavo por dólar gasto em sua marca de sopa. O pobre vai ganhar e a companhia vai vender mais”, explicou Kotler.
Lee e Kotler criaram um plano de marketing social em dez passos que pode ser adaptado à realidade do local e ser seguido por qualquer entidade em todo o mundo. O passo a passo da estratégia é ilustrado com um caso de combate à tuberculose no Peru. Com o marketing social, a incidência da doença teve redução de cerca de 7% ao ano de 1990 a 2000.
Para Kotler, os países deveriam dar atenção a duas principais frentes para reduzir a pobreza. “Há duas prioridades. Construir mais escolas e especialmente escolas técnicas que deem reais habilidades úteis para os estudantes. Construir mais clínicas de saúde que não apenas ofereçam tratamento, mas que também eduquem os pobres sobre modos de vida mais saudáveis e seguros”, falou. O professor estará no Brasil em novembro para dar uma palestra sobre marketing 3.0 na HSM Expo Management.
Por Cristiane Marsola
*Philip Kotler – Livro Kotler – Administração e Marketing.

domingo, 8 de agosto de 2010

PÚBLICO DE ALTA RENDA CORRESPONDE A 3% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA.

FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Mercado.
02.08.2010 | 16:17 hs.
Por Juliana Welling
Público de alta renda corresponde a 3% da população brasileira.
Pesquisa mostra necessidade de oferecer produtos exclusivos.
A necessidade de agregar valor estratégico às iniciativas da MasterCard e de seus bancos parceiros levou à estruturação do Projeto Insights, desenvolvido no fim de 2009 pela operadora. O estudo, realizado globalmente pela MasterCard, tem como foco a consolidação de dados sobre o comportamento e expectativas dos consumidores e tendências de mercado.
A segunda edição do projeto no Brasil, e lançada no mercado na última semana, teve como tema o público de alta renda que representa 3% da população brasileira, conforme o levantamento.
Por meio do estudo, constatou-se que 42% de toda a receita da MasterCard no Brasil vem desse público, com renda superior a R$ 4,5 mil. “Pudemos verificar características peculiares desse segmento que, no Brasil, foi menos impactado com a crise econômica mundial em relação ao mercado internacional”, destacou Rogério Bonfiglioli, vp de B2B Marketing para a MasterCard na América Latina e Caribe.
Segundo o projeto, o declínio da população de alta renda no Brasil no ano passado foi de 8,4%, contra 19% nos mercados da América do Norte. Conforme o executivo, fatos como uma menor dependência do Brasil em relação ao mercado internacional, o fortalecimento do mercado interno e o crescimento da classe C são algumas das possíveis razões que justificam o desempenho do País.
Com a competição no setor financeiro, o estudo também constatou que os bancos brasileiros precisam articular e entregar produtos com propostas de valor que atendam às crescentes expectativas dos diferentes tipos de consumidores de alta renda. “A grande recomendação é não tratar esse público somente pela renda, mas sim compreender os comportamentos específicos presentes no segmento. Tal procedimento evita um marketing mal feito e estimula o ganho de valor com o produto ou serviço oferecidos”, destacou Bonfiglioli, acrescentando que a MasterCard utilizará as informações do projeto para a realização de estratégias cada vez mais inovadoras para o público de alta renda no Brasil.
Em relação aos bancos, o executivo também disse que as instituições que dedicarem tempo para compreender o comportamento dos diferentes perfis dos consumidores de alta renda e, assim, criarem produtos e soluções com características específicas, poderão atrair mais clientes, terão mais chances de mantê-los no longo prazo e consolidarão a preferência pelo uso de seus cartões.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Jornais...

FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Veículos.
26.07.2010 | 18:12 hs.
Circulação de jornais cresceu 2% no primeiro semestre.

IVC registrou média de 4,2 milhões de exemplares por dia durante o período.

O IVC (Instituto Verificador de Circulação) aponta que a circulação média do meio jornal cresceu 2% no Brasil durante o primeiro semestre de 2010. A constatação leva em conta as publicações filiadas à entidade e considera a comparação entre o período deste ano e o mesmo de 2009. Entre janeiro e junho de 2010, a média de circulação dos jornais no País foi de 4.255.893 exemplares por dia.

O final do primeiro quadrimestre do ano já havia sido positivo para a mídia, com alta de 1,5%. No total, o IVC considerou 94 dos 97 títulos afiliados para realizar o levantamento – três ficaram de fora por não terem concluído a entrega dos dados de junho a tempo.

“No último trimestre do ano passado, com o arrefecimento da crise econômica mundial, já era perceptível a recuperação na circulação dos jornais”, afirma Pedro Martins Silva, presidente executivo do IVC. O executivo acredita ainda na possibilidade de que a Copa do Mundo tenha interferido negativamente no resultado. “Em junho, registramos decréscimo considerável na circulação, com queda acentuada na venda avulsa. Foi o menor índice desde janeiro de 2008. Comportamento semelhante foi verificado em junho de 2006, o que abre a hipótese de que a Copa tenha gerado este impacto. O volume de vendas por assinaturas não sofreu essa alteração no mesmo mês”, explica.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Aumente sua Verba de Marketing deduzindo do Imposto de Renda IRPJ.

FONTE DE INFORMAÇÕES.: SITE – O MUNDO DO MARKETING.
Aumente sua verba de Marketing deduzindo do imposto de renda.
Por Nelson Puccini e Germana Marinho*

No atual ambiente competitivo, é mais necessário do que nunca que as empresas procurem formas eficazes para melhorar os resultados de seus negócios. Esse desafio pode e deve ser abordado por vários ângulos, seja desenvolvendo novos produtos/serviços, utilizando Marketing adequado, seja reduzindo custos e eliminando ineficiências.

Curiosamente, muitos profissionais de Marketing ainda não tiveram oportunidade de utilizar benefícios disponíveis por lei, mas que exigem trabalho multidisciplinar para serem implementados e auferidos pela empresa. Exemplo de tais benefícios são aqueles derivados das leis de incentivo à cultura, tais como: Lei Rouanet, Lei do Audiovisual, Lei Mendonça (Prefeitura de São Paulo), entre outras.

A Lei Rouanet, por exemplo, estabelece que empresas com base no lucro real podem, via renúncia fiscal, abater até o limite de 4% do Imposto de Renda (sem o adicional) e alocar tais recursos em projetos culturais, como peças teatrais, atividades circenses, entre outras. Há uma clara agregação de valor para a empresa, devido à divulgação institucional obtida, ainda que com recursos que seriam perdidos de outro modo (via pagamento de Imposto de Renda).

A grande vantagem está no fato de que a empresa pode se valer desse benefício, redirecionando parte dos recursos que seriam destinados ao pagamento de impostos para associar sua empresa a um projeto cultural, gerando mais identificação e exposição de marca, além de ser uma das melhores plataformas de relacionamento com clientes, parceiros e prospects.

Uma empresa pode alocar até R$ 60 mil (limite de 4% do IR sem adicional) para o projeto cultural selecionado e ter igual redução no valor do IR a pagar. Na prática, funciona como uma verba de Marketing adicional e gratuita. A empresa sempre será beneficiada, pois poderá usar parte (4%) de um valor compulsório, que estaria definitivamente perdido, para fomentar a cultura e divulgar o seu nome nos meios de comunicação e entre clientes.

Além do benefício financeiro, há ganho adicional via “marketing de relacionamento”, com possibilidade de distribuição de convites dos espetáculos para clientes e/ou funcionários. Exemplo da vantagem da utilização do benefício da Lei Rouanet, com base no artigo 18, que permite aproveitamento integral (100% de dedução do IR).

Já a Lei do Audiovisual permite outro tipo de benefício, com conceito de investimento e não de publicidade. Com esta lei, a empresa aplicaria recursos que seriam destinados ao pagamento de Imposto de Renda, até o limite de 3%, em cotas de um projeto de cinema. Os recursos destinados também podem ser abatidos via exclusão na base de cálculo do imposto de renda, gerando redução da carga tributária.

No caso da Lei do Audiovisual não há um aproveitamento institucional como na Lei Rouanet, porém, a empresa passa a participar dos resultados de bilheteria do filme produzido. Assim, mais que uma ação institucional, este benefício permite ainda um aproveitamento de recursos que seriam perdidos para um investimento concreto, que deve resultar em retorno financeiro para a empresa.

Além da questão financeira, as empresas devem estar atentas à qualidade das empresas produtoras e dos profissionais envolvidos nos projetos analisados. Isso se deve ao fato de que devem ser mitigados os riscos de execução e de prestação de contas dos projetos. Assim, ao selecionar projetos oriundos de produtoras culturais sérias, com experiências comprovadas, as empresas patrocinadoras têm maior chance de aliar seus desejos à garantia de metas cumpridas.

Qualquer que seja o benefício fiscal aproveitado pela empresa e direcionado a projetos culturais, há necessidade de trabalho conjunto das áreas de Marketing e Finanças (Contábil/Fiscal) para que a empresa avalie corretamente sua situação e a possibilidade de aproveitamento e maximização desse tipo de oportunidade. Há muitas oportunidades que podem ser aproveitadas. Basta fazer as contas.

* Nelson Puccini é sócio da Nexxus Soluções. Em 17 anos de experiência profissional, atuou como Analista de Custos e Orçamentos no Banco Itaú, como Consultor pela GVConsult (FGV-SP) em projetos nas áreas de custos e de viabilidade de projetos. Também atuou como gerente de negócios na Lucent Technologies e na J. Macedo Alimentos, com grande experiência em estudos de viabilidade econômico-financeira de projetos. Como sócio da Lux Consulting, atuou em projetos nas áreas de Gestão Financeira, Custos e Avaliação Econômico-Financeira de projetos e empresas. Graduado em Engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre em Controladoria e Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV).
E-mail: nelson@nexxussolucoes.com

* Germana Marinho é sócia da Nexxus Soluções. Com 15 anos de experiência profissional, foi sócia responsável pela área de Consultoria e Planejamento Tributário, do escritório Bronzeri&Marinho, Gerente Sênior da Consultoria Tributária da Ernst & Young, sendo responsável pelo desenvolvimento de projetos de planejamento tributário e coordenadora do treinamento técnico. Anteriormente atuou na Trevisan Auditores Independentes como consultora tributária. Graduada em Contabilidade pela Universidade de Fortaleza e em Direito pela Universidade Paulista. Membro do IBEF.
E-mail: germana@nexxussolucoes.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bombril

FONTE DE INFORMAÇÕES.: JORNAL PROPAGANDA E MARKETING (Jornal PropMark).
Mercado.
19.07.2010 | 16:02 hs.
Bombril entrará em novos segmentos.
Até o final do ano, empresa deve apresentar produtos fora da categoria de higiene e limpeza.
Com foco na sustentabilidade e visando à entrada em segmentos fora da categoria de higiene e limpeza, a Bombril deverá apresentar ao mercado, até o final do ano, mais de 150 lançamentos. Segundo Marcos Scaldelai, diretor de marketing da empresa, produtos automotivos e até do segmento pet estão inseridos no plano estratégico da companhia. Para este ano, a Bombril irá investir R$ 60 milhões em marketing.

Você assumiu a diretoria de marketing da Bombril no começo do ano. Quais foram às modificações propostas?
Primeiramente eu precisava ter uma equipe que tivesse uma operação muito agregada com o departamento comercial. Anteriormente a Bombril trabalhava mais aliada à comunicação total da marca e era menos operativa. Conseguimos uma evolução muito grande. Por outro lado tenho como objetivo acelerar toda parte de inovação da empresa. Construir uma Bombril do futuro e que amplie o seu portfólio criando mais valor para o consumidor. Atualmente, estamos em um processo de conhecimento de nossas marcas. Isso porque o nome Bombril ainda se confunde bastante com a nossa marca da lã de aço, que é sinônimo de categoria. Mas não é só isso. Temos hoje cerca de 30 marcas fortes na companhia, e que ainda não têm vida própria em comunicação. Nossa meta é identificar para cada uma das nossas brands uma comunicação adequada.

Como isso será feito?
Fizemos pesquisas com os consumidores. Começamos com algumas das principais marcas da empresa, depois de BomBril: Mon Bijou, Sapólio Radium e Pinho Bril. Vamos fazer agora com Limpol. Assim conseguimos entender quais os diferenciais valorizados das marcas e, ao mesmo tempo, apresentar inovações. Nossa estratégia de marketing está composta por alguns pilares: o primeiro é a comunicação institucional para que Bombril seja cada vez mais reconhecida não apenas por suas marcas, mas como uma empresa forte e inovadora. O segundo ponto é desenvolver um trabalho para prorrogar o ciclo de vida da lã de aço, nossa principal categoria. Vamos buscar alternativas diferenciadas, principalmente com foco no consumidor jovem, para que ele entenda o produto como de utilidade diária. O principal concorrente da categoria de lã de aço não são as outras marcas, mas a esponja sintética. Por isso, através de um entendimento de que a esponja acumula bactérias e demora mais de 100 anos para desaparecer, ao contrário do BomBril que a gente usa e joga fora, desenvolvemos campanha para mostrar a conscientização ecológica da marca. Outra estratégia que temos é a inovação. A empresa precisa não só fazer produtos que já existem no mercado, mas estar em novos segmentos.

Qual é a estratégia da Bombril em relação à sustentabilidade?
Lançamos este ano o projeto BomBril Eco com uma campanha criada pela WMcCann contra as esponjas que não são ecológicas, sob o mote de que a lã de aço BomBril é benéfica para o meio ambiente já que vira pó e desaparece. Não é o mesmo que acontece com as esponjas. Ao mesmo tempo lançamos a linha ecológica Ecobril – que chegou aos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro neste mês – com 24 itens que abrangem as principais categorias de higiene e limpeza. Para este ano vamos apresentar ao mercado 11 novas categorias e mais de 150 produtos. Até agora, já lançamos mais de 50 itens.

Qual o investimento destinado para a linha Ecobril?
Investimos R$ 7 milhões nesse produto. A campanha será lançada em agosto, mas vamos focar apenas mídia impressa e mídia exterior. Mais para frente, dependendo da receptividade dos consumidores, deveremos ter filme para TV fechada.

As vendas de lã de aço estão caindo?
Não. As vendas da lã de aço cresceram 20% em 2009. O grande crescimento que tivemos foi justamente por causa dessa categoria. A nossa estratégia é consolidar e potencializar esse segmento para que esse crescimento se mantenha.

Em quais novos segmentos a Bombril pretende atuar?
No segmento de produtos automotivos, por exemplo na categoria de ceras para veículos, e também produtos pet. Esses são alguns dos segmentos em que vamos entrar, já que os consumidores nos pedem. Fazemos muitas pesquisas. Estamos procurando alternativas fora da categoria de higiene e limpeza. É um planejamento a longo prazo.

Qual a participação das principais marcas de Bombril no faturamento da empresa?
Em primeiro está a lã de aço BomBril, com 40%. Depois Limpol que representa 20%; Mon Bijou, com 11%; Pinho Bril, que representa 6%, e Sapólio Radium, com 4%. Em 2009, a empresa faturou R$ 1,1 bilhão. Pretendemos crescer 15% neste ano.

Qual o market share da Bombril?
Na categoria de lã de aço temos 75% do mercado. No segmento de higiene e limpeza (que movimenta R$ 12 bilhões por ano) somos responsáveis por 12% do volume.

Qual o investimento em marketing da Bombril para 2010?
É de R$ 60 milhões. Desse montante 60% é destinado para mídia, 25% para ações de PDV e 15% para ações de brand experience.

A Bombril comprou a Milana, fabricante do Lysoform no fim de 2008. Há alguma negociação para a aquisição de uma nova marca?
Sempre. Há a meta de entrar em novos segmentos. Esse posicionamento justifica a compra de marcas de outras empresas. Estamos participando de negociações. Teremos novidades ainda neste ano.

Qual a importância do público feminino para a Bombril?
Por meio de estudos vimos que a mulher tem uma proximidade grande com a empresa. Desta forma, achamos uma grande oportunidade posicionar a marca como a que ajuda no reconhecimento da mulher. Lançamos, portanto, o projeto “Mulheres que brilham” e focamos na música. Vamos lançar, até o final do ano, dez novos talentos femininos da MPB. Vamos dar continuidade à iniciativa e, a cada ano, propor um tema diferenciado. Já estamos desenvolvendo, inclusive, alguns projetos sociais relacionados à mulher e outro em que vamos contemplar as domésticas do Brasil.

Por Juliana Welling